No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, é importante ampliar a discussão sobre preservação ambiental e compreender que a proteção dos mares começa muito antes da faixa litorânea. Um dos principais desafios ambientais enfrentados pelo Brasil atualmente está diretamente ligado à ausência de saneamento básico adequado e ao descarte irregular de esgoto sem tratamento.

Segundo o Instituto Trata Brasil, cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à coleta de esgoto. Além disso, aproximadamente 45% de todo o esgoto gerado no país continua sendo despejado na natureza sem tratamento adequado. Grande parte desses resíduos percorre rios, córregos e canais urbanos até alcançar os oceanos, contribuindo diretamente para a poluição hídrica e para a degradação ambiental.

A contaminação dos mares impacta a biodiversidade, compromete a qualidade da água e afeta ecossistemas fundamentais, como manguezais e áreas costeiras. Além dos impactos ambientais, o problema também atinge a saúde pública, o turismo, a pesca e a qualidade de vida de milhares de pessoas que dependem diretamente dos recursos hídricos.

Por isso, falar sobre preservação dos oceanos também é falar sobre infraestrutura, planejamento urbano, gestão ambiental e acesso ao saneamento básico.

Investir em coleta e tratamento de esgoto significa reduzir impactos ambientais, proteger recursos hídricos e promover mais qualidade de vida para a população. O saneamento é uma ferramenta estratégica de transformação ambiental e social, capaz de gerar impactos positivos duradouros para comunidades urbanas e rurais.

Na Biosaneamento, acreditamos que soluções eficientes de saneamento também representam um compromisso direto com a preservação ambiental e com o futuro dos oceanos.

Cuidar dos oceanos começa nas cidades, nos territórios e nas decisões que tomamos sobre saneamento hoje.

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